
Dom Enrique Angelelli, um autêntico pastor, segundo o Evangelho dos Pobres, em La Rioja Argentina, “Terra Adentro”. Solidário com seu povo, foi perseguido, intimado e viu martirizados seus colaboradores mais íntimos. Sentiu a solidão episcopal. Mas continuou fiel. “É preciso seguir andando”, repetia.
“Sinto-me feliz por viver nesta época em que vivo. Parece-me importante viver nesta época de mudanças profundas, aceleradas e universais, porque nos foi dada a possibilidade de construir algo novo. Hoje é preciso ter um ouvido para o Evangelho e outro para o Povo”.
Mons. Enrique Angelelli
“Não precisa ter medo de se meter no barro”.
Mons. Enrique Angelelli
Odiado pelos latifundiários e pela ditadura militar, caiu no meio do caminho, com os braços abertos em cruz, num acidente fingido. A opinião pública nacional e internacional e até a declaração de alguns carrascos desvendaram a verdade. Agora, se completando os quarenta anos de seu martírio, o testemunho deste bispo, profeta e amigo do povo, cresce como uma das mais autênticas glórias da Igreja Latino-americana. O papa Paulo VI tinha por ele particular estima e o apoiou nas horas difíceis. O processo penal iniciado pelo tribunal de La Roja tinha estabelecido que a morte de Angelelli não foi causada por um acidente de carro – versão defendida desde o início também por alguns setores da Igreja –, mas foi um “homicídio premeditado executado no marco do terrorismo de Estado”, no tempo da ditadura militar argentina.
Em 2015, foi aberta a fase diocesana da causa de beatificação de Dom Angelelli.
Dom Angelelli, os padres Carlos e Gabriel e o leigo Wenceslao Pedernera foram beatificados no dia 27 de abril de 2019 em La Rioja, Argentina, na celebração presidida pelo representante do Papa Francisco, o Cardeal Angelo Becciu, Prefeito da Congregação das Causas dos Santos.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.
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